Category Archives: Crescendo na Crise

Supersônica #10 – Crescimento na China dá luz a outras economias

A crise do coronavírus começou na China, no fim do ano passado e um mês depois, o país parou. Quase todas as fábricas foram fechadas e o comércio congelou. Milhões de pessoas foram colocadas em quarentena.

Os impactos disso na economia foram gigantes e logo uma das maiores economias do mundo estava na lama. Porém, no mês seguinte, com a pandemia local relativamente controlada, as empresas voltaram a operar.Alguns dados mostram que 75% de toda capacidade produtiva do país foi retomada. A Xiaomi, por exemplo, terceira maior fabricante de smartphones do mundo, disse que 90% das suas vendas foram restabelecidas. E a atividade industrial chinesa cresceu em março, segundo o índice PMI.O que começamos a ver é um movimento chamado “Curva V”. Isso significa que, com base nos primeiros indicadores, a economia vai se recuperar na mesma velocidade em que caiu.Como crescer na criseO grande problema é que esse fenômeno não é natural, ou seja, não é um padrão que vai necessariamente acontecer em outros lugares. Para se recuperar nessa velocidade, as empresas chinesas agiram especificamente em alguns pontos.Observando as ações de empresários chineses e somando com as medidas tomadas pelas empresas brasileiras após a crise de 2008 é possível dizer como provocar a “Curva V” na grande maioria das empresas.
É necessário se adaptar rapidamente e se fortalecer. Quem entender isso rápido vai crescer rápido também.Eu preparei uma mentoria online que ajuda empresas a se transformar agora e não depender de fatores externos para crescer. Se quiser saber como funciona é só clicar aqui.
Este é o último artigo desta série criada para ajudar empresários a lidar com os efeitos da crise. Sabemos que ela está aí e precisamos lidar com a situação, mas o mais importante nesse momento é agir.Para muitos a crise é uma oportunidade de crescimento e eu quero te ajudar a crescer. Se essa série te ajudou de alguma forma, deixa o teu comentário e me segue no instagram.

Supersônica #9 – Como se destacar num mercado em crise

Uma pesquisa realizada com quase 5 mil empreendedores mostrou que 56% das empresa estão lutando contra os efeitos da crise. Segundo os dados coletados, essas empresas ainda estão tentando manter clientes e equilibrar o fluxo financeiro.

A crise vai passar, vai afetar muitos negócios, mas não vai durar pra sempre. O sucesso futuro depende de como lidamos agora com a situação. Quando a crise passar os que estiverem se preparado vão dominar o mercado. Por isso, esse é o momento de pensar em como virar o jogo a seu favor.

O que é o “ponto de virada”

Pra exemplificar vamos usar o exemplo de uma empresa brasileira de educação executiva, que ficou 15 dias zerada e transformou o modelo que representava 2% na principal fonte de receita.

No início da pandemia, A StartSe perdeu 98% do faturamento, que vinha principalmente de cursos presenciais e treinamentos e passou 15 dias seguidos com a receita praticamente zerada. Hoje, conseguiram recompor 60% da receita ofertando mais cursos online, passaram a fase crítica e experimentam novos produtos e novas estratégias de venda. Na época, apenas 2% da receita vinha do modelo digital.

No caso da StartSe, eles já tinham uma base sólida no digital e isso contribuiu para que aumentasse a receita por outro canal, mas existem vários casos de empresas que tem pouca base e buscaram alternativas: academias estão migrando, mercados e hortifruti trabalhando com drive-thru e retirada de produtos, serviços de delivery estão crescendo, serviços de educação estão se adaptando.

Isso mostra que toda e qualquer empresa que realmente resolva algum problema pode continuar operando, só é preciso pensar em como fazer isso e não deixar a empresa parar.

 

Como manter a empresa funcionando durante a crise

Neste artigo, eu dei algumas dicas para manter o seu negócio funcionando. Em resumo, é importante se manter ativo nas redes sociais, manter contato com o cliente, entender quem ele é e como toda essa situação mudou o comportamento de compra dele e buscar formas de ajudar.

Mas teve uma coisa que eu não falei e vou falar agora: buscar formas alternativas de receita, adaptar o seu modelo de negócio de forma a continuar trabalhando e vendendo mesmo que o teu formato de trabalho anterior tenha se tornado impraticável hoje.

Este será o seu ponto seu ponto virada, o momento que você conseguir se adaptar e gerar receita com o fruto dessa adaptação.

Os empresários chineses são um grande exemplo disso: escolas mudaram para o ensino online, beneficiando mais de 230 milhões de alunos chineses. Academias apostaram em aulas coletivas domiciliares através de videochamada. Bares começaram a transmitir seus DJs tocando ao vivo, houve também um crescimento exponencial do número de entregas de refeições de restaurantes e produtos frescos de supermercado.

 

Isso causou o que chamamos de curva V, que eu vou falar em um outro artigo.

Mas se você acha difícil se adaptar no seu mercado e não enxerga formas de virar o jogo, eu posso te ajudar. Clica aqui que eu te mostro como.

Sem dúvida não é fácil virar o jogo, mas o que a sua empresa fez que está funcionando? Comenta aqui embaixo 🙂

Se você leu até aqui e de alguma esse texto te ajudou e fez sentido pra ti, compartilha, me segue no instagram.

 

Supersônica #7 – O que aprendemos dos empresários chineses na crise

Hoje vamos falar de habilidades socioemocionais que podem impactar muito na forma como cada um de nós lida com a mudança que a está acontecendo.

A china é uma das maiores economias do mundo e a forma como lidaram com o Covid-19 é algo a ser estudado. Além disso, o crescimento econômico desde os anos 70, não foi causado apenas por reformas econômicas.

Existe um conjunto de habilidades que vão além do pensamento lógico, proficiência em cálculos, conhecimento técnico ou qualquer outra habilidade que possa ser quantificada e estão muito arraigadas à cultura oriental.

Essas são algumas características socioemocionais podem impactar muito na forma como cada um de nós lida com a mudança que a está acontecendo:

Disciplina

Um dos fatores que ajudou a frear a transmissão do vírus também é um dos responsáveis pelo desenvolvimento de profissionais. A disciplina é aquela habilidade que nos faz manter a consistência, criar bons hábitos, mesmo que pequenos, e nos ajudam a chegar ao nosso objetivo.

A educação é muito rigorosa e acaba causando uma grande competitividade, que particularmente não vejo como uma coisa positiva. Mesmo assim, as crianças são ensinadas desde cedo a desenvolver disciplina e isso pode nos ajudar a lidar tanto com a pandemia em si, como com os reflexos dela na economia e nos nossos negócios.

Redes de Relacionamento

Na China é utilizado o termo “guanxi”, que não tem uma tradução literal, mas conseguimos entender como uma “rede de relacionamento”. Ao agir com guanxi, os chineses cuidam um dos outros, pensando primeiramente em grupo do que no individual. Eles ajudam uns aos outros e esperam ser apoiados pela mesma rede caso um dia precisem.

Em tempos de crise, isso é especialmente importante. Quando criamos relacionamentos, ao invés apenas vender, vamos formar laços e isso contribui para o fortalecimento de negócios. 

Resiliência e pragmatismo 

Em um momento de crise, caso um negócio não possa continuar, eles fecham e seguem em frente. Sem remorso, sem ressentimentos.

Deixar um negócio pra trás e seguir em frente não é sinal de fraqueza e não quer dizer que você desistiu. A resiliência, a capacidade de se adaptar é outra característica essencial em tempos de crise. Não esperamos que as coisas aconteçam sempre do nosso jeito e se o pior acontecer, nos adaptamos e a vida segue.

Criatividade / inteligência adaptativa

Desde o início da propagação do virus, lojas, restaurantes e bares viram uma diminuição brusca no número de clientes, o que causou levou muitos a fecharem as portas. 

Porém, houve também um crescimento exponencial do número de entregas de refeições de restaurantes e produtos frescos de supermercado. Escolas mudaram para o ensino online as aulas dos mais de 230 milhões de alunos chineses. Academias apostaram em aulas coletivas domiciliares através de videochamada. Bares começaram a transmitir seus DJs tocando ao vivo.

Todo ser humano é criativo e isso não está relacionado com as suas habilidades gráficas e artísticas, mas com a habilidade de se adaptar e resolver problemas.

 


 

O bom profissional que somos não é medido apenas pela quantidade de certificações, ou o nível mais alto que chegamos na formação universitária. Existem habilidades naturais a todos os seres humanos, como empatia, flexibilidade e até a intuição.

Dizem que a intuição trabalha num cenário complexo melhor do que a razão. Quando temos que tomar decisões muito rápido e não temos tempo de calcular, é ela que nos ajuda a lidar com a situação.

Uma das coisas que eu gosto de dizer é que a situação atual pode nos ajudar e ensinar muito. A “crise do coronavírus” nos fez sair da zona de conforto. Isso é bom! Temos oportunidade de buscar coisas novas para sair da crise. E você, o que está te ajudando a lidar com tudo isso? Comenta aqui embaixo 😉

Supersônica #6 – Você ignora 97% do seu mercado

Se você colocar todo o seu mercado em potencial dentro de um estádio e começasse a falar sobre o seu produto, quantos ficariam pra escutar?

É importante entender a forma como estamos nos comunicando com os nossos clientes, e ainda mais em momentos de crise, onde precisamos de vendas e nem todo mundo está disposto a comprar.

Boa parte das empresas se importa apenas com os clientes que estão querendo comprar agora, e consequentemente ignoram todo os resto.

Chet Holmes, especialista em marketing e vendas, escritor do famoso best-seller “Ultimate Sales Machine”, propõe que apenas 3% do seu público está realmente pronto para comprar. Segundo ele, se colocasse todo o seu público potencial dentro de um estádio e começasse a falar sobre a sua solução, 90% das pessoas iriam embora.

Os 7% “curiosos”

Se você parou pra calcular, percebeu que 90% não estão interessados, 3% comprariam e sobrariam 7%, correto? Estas são pessoas dispostas a ouvir sobre a sua solução. É a parcela do público que conhecemos como curiosos e nem sempre damos a devida importância.

Na verdade, sempre vejo extremos. Ou são entregues ao time comercial ligar insistentemente até queimar, ou são ignorados em uma lista de contatos até esfriar, mas com uma comunicação específica, automatizada e personalizada, é fácil extrair compradores deste público.

O que fazer com os outros 90%

Se apenas 10% do seu mercado está pensando em comprar, 30% não estão pensando na sua solução, 30% acreditam não estar interessados e os 30% restantes realmente não querem comprar.

Isso quer dizer que boa parte do investimento em mídia é usado para atingir pessoas que não estão ou acham que não precisam do seu produto. Faz sentido o investimento? Sim! A idéia não é descartar mídias, mas agregar.

Lições sobre canais de atração

Pense em como você está investindo os seus esforços de marketing e se não está trazendo resultados, entenda como fazer isso. Além do marketing de conteúdo, campanhas em redes sociais e Google Ads, existem pelo menos outras 16 formas de captar clientes.

Lembra do artigo sobre colher frutos de forma mais fácil? Quando você colhe os frutos mais fáceis de uma árvore, começam a sobrar os mais difíceis e talvez seja a hora de olhar pra árvore do lado. Quanto mais utilizamos uma forma de atrair clientes, mais o nosso concorrente também usa. Se hoje gastamos mil reais para atrair 100 clientes, amanhã esse valor vai trazer 80, ou 50, ou menos. E não é isso que queremos.

A idéia é utilizar canais necessários para atrair clientes de forma eficiente, sem desperdiçar recursos. Mas pense que atrair clientes vai além de postar qualquer coisa em redes sociais, enviar emails e criar campanhas. E o volume de clientes vai depender do nosso sucesso de atuação não só no digital, mas na forma como nos comunicamos.

Se você leu até aqui e de alguma esse texto te ajudou e fez sentido pra ti, comenta aqui embaixo e me segue no instagram 🙂

Supersônica #5 – Priorizando tarefas de maneira inteligente

Não é imediatismo, nem só por querer chegar mais rápido. Queremos colher frutos pelo caminho e não apenas olhar para o destino.

Nem sempre é fácil saber o que fazer primeiro. No artigo sobre low-hanging fruits (onde eu eu explico o que é isso), falei sobre a dificuldade deste que vos fala de priorizar tarefas e focar nas que foram priorizadas.

Por conta disso, comecei a utilizar uma metodologia que normalmente é aplicada no Growth Hacking para priorizar ações que vão trazer benefícios mais rápido, para colher resultados mais rápido em tudo o que eu faço.

Essa metodologia é conhecida como ICE score e funciona assim:

Passo zero: definir objetivo

Antes de iniciar é necessário saber onde chegar, então entenda onde você está e para onde quer ir e faça isso com consistência. Não espere apenas dominar o mundo, entenda o que você está fazendo todos os dias, dando um passo nessa direção.

Correr pode ser apenas desperdício de energia se estiver na direção errada.

Se estiver pensando em algo para a sua empresa, evite coisas tipo “ser a referência no meu mercado”, isso é subjetivo demais. Ao invés disso, pense em como você pode ajudar outras pessoas entregando a sua solução. Defina a sua métrica de sucesso. Se quiser que eu fale mais sobre isso é só deixar um comentário 😉

Saiba o que fazer para alcançar o seu objetivo

A princípio não tem mistério: papel, caneta, Trello, Google Docs, Evernote, Wunderlist, Excel ou qualquer outra ferramenta que seja confortável para anotar.

O importante é listar tudo o que pode ajudar a alcançar o objetivo definido no item anterior. Coloque tudo no papel ou no software escolhido e não exclua nada. Este não é o momento de dizer o que é fácil e o que é difícil, apenas tenha o máximo de ideias documentadas.

Comece a priorizar

Definidas as ideias, vamos avaliar cada uma delas. Os critérios de avaliação serão os seguintes:

  • Impacto: O quanto isso vai me levar até o objetivo final?
  • Confiança: Acredito que fazer isso vai me deixar mais perto do meu objetivo?
  • Facilidade: Quão fácil e barato (tanto em $ como tempo) de executar?

Agora definimos, para cada ideia, um número de 1 a 5 em cada critério de avaliação. 

Exemplo:

“Eu quero ter 100 pessoas utilizando o meu produto. Para entender os benefícios, o cliente precisa ir até a etapa X.”

Para alcançar esse objetivo você teve as seguintes ideias:

Ideia 1: Dar 15 dias de teste grátis com acompanhamento de um consultor para cada cliente que não chegou a essa etapa.

  1. Impacto: 10. Você entende que metade dos usuários vão continuar usando se chegar até a etapa X.
  2. Confiança: 8. Alguns clientes antigos ficaram frustrados, mas podem mudar de ideia se um consultor pegar ele pela mão e levar até lá.
  3. Facilidade: 4. Acompanhar um cliente até esta etapa exige muito do consultor e isso vai ocupar metade do tempo dele. Além disso não temos muitos disponíveis.
  4. Resultado: 7,3

 

Ideia 2: Criar um vídeos educativos mostrando como funciona cada etapa do processo e como o cliente pode ser beneficiado com isso.

  • Impacto: 7. Pode tirar algumas dúvidas para o usuário, mas nada como ter alguém guiando pela mão.
  • Confiança: 8. Vai ser educativo e vai ajudar o usuário. O conteúdo é divertido e pode ajudar a reduzir a frustração anterior.
  • Facilidade: 9. Os conteúdos são fáceis de produzir e ser colocados no ar. Depende de um mínimo trabalho
  • Resultado: 8

 

O que fazer primeiro: ideia 2. Apesar de não impactar tanto no aumento de usuários, é muito mais rápido de chegar até esse número no curto prazo, sem comprometer o tempo de um consultor.

Esse é só um exemplo e essa técnica pode ser usada para escolher o melhor formato de produção de conteúdo, entender qual o melhor canal para adquirir clientes e até para saber quais as tarefas mais importantes do seu dia.

Obviamente, não é a solução perfeita para tudo e, como qualquer metodologia, existem exceções e aplicações. O importante é buscar uma forma de gastar menos energia e dar um passo de cada vez.

Se você leu até aqui e de alguma esse texto te ajudou e fez sentido pra ti, comenta o que achou e me segue no instagram 🙂

Supersônica #4 – Low-hanging fruits e a otimização da sua lista de tarefas

Pense nas suas oportunidade de expansão como uma árvore cheia de frutas. Todas são iguais. Qual fruta você pega primeiro? A que está ao alcance da mão ou a que ta no topo da árvore? 

Muitas empresas preferem a do topo da árvore, mesmo com algumas ao alcance das mãos. Seja porque a idéia parece mais legal, por aquela visão de que empreendedor precisa se sacrificar trabalhando 18 horas por dia ou simplesmente por não enxergar oportunidades fáceis.

Em meio a uma crise, energia é um item caro e não podemos gastar em ações que não sabemos se vão trazer resultados ou demorar muito. Temos que pensar na praticidade para alcançar o nosso objetivo.

No primeiro dia eu me desculpei por não ter postado o conteúdo em vídeo como tinha prometido e hoje eu vou explicar o motivo.

Eu acredito de verdade que é possível todo mundo se ajudar compartilhando as suas idéias, mostrando como está superando a crise, ajudando e orientando o amiguinho e o meu papel aqui é fazer o mesmo. Ajudar e orientar criando conteúdo todos os dias e abrindo espaço para vocês fazerem o mesmo. Acredito que todos nós podemos agregar de verdade. 

Mas nem sempre é fácil executar. Eu sempre quis criar conteúdo, mas só agora eu me forcei a fazer isso todos os dias, pois realmente acredito que pode ser de ajuda. Estou planejando esta série de conteúdos há algumas semanas, me preparei para fazer vários vídeos e comecei a gravar um pouco antes. No meio do caminho tive problemas com áudio, com o vídeo que não gravava, com os formatos e codecs que não encaixam com o software de edição e por isso não saiu o vídeo do primeiro dia. Eu passei o dia tentando “fazer dar certo”, mas em determinado momento eu consegui enxergar além.

Eu percebi que o que importa não é o formato, mas o conteúdo. Entendo que nem todo mundo gosta de ler e consumir conteúdo em vídeo é muito mais intuitivo hoje. Mas também sei que seria um “high-hanging fruit”, um fruto alto demais pra eu pegar naquele momento. O esforço seria muito grande e eu usaria um tempo que eu estou usando para mostrar pra outras pessoas como elas podem vencer a crise e se reinventar.

Eu não vejo isso como fracasso, mas respeito quem acredita ser. Não precisamos ter a mesma opinião e está tudo bem. Os conteúdos em outros formatos estão sendo produzidos, mas esta é a hora de ter certeza que o esforço vai realmente impactar positivamente. Se esse conteúdo, está te ajudando de alguma forma, deixa nos comentários. É uma coisa simples que nos motiva a ir adiante.

Eu sei que esse texto parece mais um desabafo, mas é o exemplo que mais se aproxima do conceito de “Low Hanging Fruit”, ou colher frutos mais fáceis, mais próximos e eu usei o meu caso pra mostrar que com ações mais simples podemos ter um impacto positivo no nosso crescimento. Essa analogia é usada no Growth Hacking, um método de aceleração de crescimento que aplicamos para ajudar os nossos clientes a entender o que é mais fácil fazer primeiro para alcançar o seu objetivo.

No próximo artigo eu explico o passo a passo para priorizar tarefas, focando no que vai ser mais fácil de fazer e trazer maior resultado, seja no marketing, vendas ou outros processos que você executa na sua empresa.

Se você leu até aqui e de alguma esse texto te ajudou e fez sentido pra ti, compartilha, me segue no instagram 🙂

Supersônica #3 – Inspiração de grandes, médios e pequenos

Eu resolvi tirar um tempinho e separei alguns exemplos de negócios que estão passando pela crise junto com nós. São *ações muito bacanas de outras empresas que estão ajudando pessoas*. Algumas gigantes, algumas mais próximas, mas todos estão encontrando formas de colaborar dentro das suas possibilidades. Isso é o mais importante.

Na china, um número crescente de e-commerces e empresas de mídia e tecnologia incluindo a gigante *Alibaba*, tem mostrado muito apoio. O grupo de luxo *LVMH* (fusão resultante dos grupos *Moët et Chandon, Hennessy e posteriormente Louis Vuitton*)  doou US$2.3 milhões para a Cruz Vermelha Chinesa e o grupo de beleza *L’Oreal* prometeu US$720,000 para ajudar a combater o virus.

Mas o da sua empresa não precisa ser tão extremo. Apesar disso, doar ou oferecer seus serviços e produtos como forma de ajudar nesta época é sempre bem vindo. Outras empresas fizeram mudanças e fugiram totalmente do seu core business, mas fizeram o que estava ao seu alcance.

A Anheuser-Busch (cervejaria americana do Grupo InBev) anunciou que começariam a produzir alcool gel, e vai trabalhar junto com a Cruz Vermelha Americana para entregar a comunidades necessitadas. Outras empresas fizeram o mesmo. O grupo LVMH vai adaptar a sua linha de produção de perfumes de luxo para produção de alcool gel, além de produzir máscaras. Além da Louis Vuitton, marcas como Prada, Dior e Gucci também estão participando da ação. Juntas, prometeram produzir milhões de máscaras, primeiramente nas regiões de  alto risco na França e Itália. Até mesmo H&M e Zara iniciaram a dar os passos para pivotar (Se não sabe o que é “pivotar negócio”, pergunta aqui nos comentários que eu explico) e iniciar a produção de materiais de saúde e segurança.

Essas marcas se destacam por conta das grandes iniciativas, mas ações simples podem fazer a diferença. No reino Unido, a Lush Cosméticos começou a convidar pessoas a ir às suas lojas para lavar as mãos. Na India, empresas como a Lifebuoy mudou a sua comunicação para incentivar práticas de boa higiene, mesmo que as vezes favoreça competidores. A Amazon está ativamente trabalhando para eliminar ações abusivas de preço e vendas. São ações pequenas e criativas que estão ajudando muitas pessoas, além de ajudar a fortalecer marcas, tornando mais atrativas para o consumidor.

Será que essas ações estão fora do nosso alcance? A Louis Vuitton postou mensagens sinceras para consumidores chineses em redes sociais como WeChat e Weibo dizendo:

“Toda jornada pausada vai, mais cedo ou mais tarde, recomeçar. A Louis Vuitton espera que você, sua família e amigos fiquem em segurança e saudáveis.”

Uma mensagem não custa nada e impacta muito positivamente nos seus clientes.

Muitas ações bacanas estão acontecendo perto de nós, pessoas e negócios que estão se engajando e se ajudando. Há um tempo criamos um grupo de apoio para pequenos negócios e ouvimos relatos de empresas ajudando os seus clientes, se adaptando e foi muito legal ver isso no nosso meio. Se quiser entrar no grupo pode comentar aqui ou entrar em contato pelo atendimento.

Leia Mais

  • Um
  • Dois
  • Três

Há um tempo eu li uma frase que achei muito interessante e me inspirou bastante. Vou traduzir na íntegra:

“A história dá evidência de que marcas podem crescer em tempos de angústia. Existem alguns exemplos que resistiram na Grande Recessão, onde marcas como Netflix, Lego, Amazon e Domino’s corajosamente expandiram seus horizontes com investimento/inovação, [melhor] atendimento ao cliente, modelagem de preço alternativos e transparência na comunicação. Enquanto muitos competidores, ou pararam de se comunicar ou seguraram seus antigos modelos de negócio, estas marcas levaram os consumidores na direção certa e entregaram valor num contexto de fluidez e mudança de comportamento.”

E você, como se adaptou ou está se adaptando? Vamos dividir experiências, deixa um comentário 🙂

Se você leu até aqui e de alguma esse texto te ajudou e fez sentido pra ti, compartilha, me segue no instagram 🙂

Supersônica #2 – Comece a se conectar com o cliente e vender

Conexão é a forma mais eficaz de vender. Se conectar significa entender o que uma pessoa precisa e oferecer uma solução para um problema, não apenas um produto.

Não esqueça que mesmo quando você trabalha para empresas, é com uma pessoa que você negocia.

A venda é o melhor momento de fazer conexões, demonstre empatia e se ofereça pra resolver problemas. As pessoas estão procurando empresas que ajudam outros, então comece a conversar para entender de verdade os problemas do seu cliente.

Converse com clientes antigos

Comece com os clientes mais próximos, que compram com frequência, mas não esqueça os menos fiéis, que compram de forma mais esporádica e os que não compram há muito tempo. Essa ação simples, pode fazer alguns voltarem e se conectarem com o seu negócio novamente. Agora, é importante demonstrar que você está fazendo isso pq se importa e não porque quer vender.

Use as redes sociais

Aproveite o momento para pensar em ações que te ajudem a engajar mais pessoas. Se a sua empresa não tem muitos seguidores, se contente em conversar com uma ou duas pessoas. Comece com pouco e faça isso com integridade, mostrando que se importa de verdade com ele.

Não esqueça que pessoas se conectam com marcas que demonstram empatia.Use stories no Instagram para interagir e entender o que o seu cliente está fazendo no tempo de isolamento.

Envie emails

Para muitos, uma ferramenta antiquada, para outros é o principal motor de vendas. Em muitas lojas virtuais, campanhas de email são a principal fonte de receita, então não subestime uma boa campanha de email. Mas entenda que acima de tudo, é um canal de comunicação, não use como forma de spam. Muitas pessoas deixam de abrir seus emails por causa da quantidade de informação inútil. Não seja mais um, crie um assunto que chame a atenção e motive o seu prospect a interagir com você, mostrando algo de valor para ele.

Converse no whatsapp

Ênfase no “converse”. O Whatsapp é um ótimo canal de relacionamento e atendimento. É o meio de comunicação mais utilizado no Brasil e não é por nada que se popularizou entre as empresas. Isso quer dizer que você tem um canal de comunicação muito próximo com o seu cliente, use isso a seu favor. Você pode perguntar como ele está, se usou o seu produto e como ele espera comprar o seu produto durante o isolamento. Se você tiver algo que possa ajudar ele de verdade durante esse período, essa é a hora de mostrar.

Faça novos contatos

Busque grupos e pessoas que você possa conversar e busque formas de ajudar essas pessoas. A nossa comunidade de apoio para pequenos negócio surgiu com esse objetivo, e está aberta pra fazer novos contatos e se conectar com outros profissionais.

Como você pode ajudar outros membros? Compartilhe a sua experiência, peça ajuda e mostre que se importa pelos problemas alheios. Outros profissionais estão contando as suas histórias e mostrando como estão lidando com a situação. Use esse grupo pra se inspirar e buscar formas de se reinventar.

Leia mais:

  • Um
  • Dois
  • Três

De que formas você se conecta com o seu cliente? Vamos dividir experiências e nos conectar também, deixa um comentário 🙂

Se você leu até aqui e de alguma esse texto te ajudou e fez sentido pra ti, compartilha, me segue no instagram 🙂

Supersônica #1 – Como se adaptar em tempos de crise

O mundo está passando por mudanças, principalmente no comportamento do consumidor. O importante nesse momento é enxergar as mudanças e se adaptar a elas, antes que isso nos prejudique de verdade. 

Na física, resiliência é a capacidade de certos materiais de voltar ao seu estado natural, após passar por alguma deformação. Da mesma forma, o ser humano tem a capacidade de passar por mudanças e voltar ao seu estado natural. Apesar de afetados, isso não precisa nos prejudicar. Separamos algumas dicas:

Continue perto e invista em relacionamento.

Aumente a presença nas redes sociais. Esse não é momento de vender, mas de mostrar empatia e buscar formas de ajudar de verdade os seus clientes. Não seja negativo e não faça o assunto girar em torno de “dicas para se cuidar”, “como lavar as mãos” e etc. Converse, saiba ouvir, não se limite a falar. Por muito tempo, marcas eram acostumadas a apenas falar e esse costume ainda continua nas redes sociais. Não use as suas redes sociais apenas para mostrar ofertas de produto, crie relacionamentos e engaje o seu público.

Saiba quem é e entenda o seu cliente

Agora mais do que nunca é importante saber de verdade quem ele é. Não pense que “cliente é qualquer um que compra”, entenda qual o perfil de pessoas que compra. Se você trabalha para outras empresas, saiba quais ações eles estão fazendo e quais as estratégias que eles estão usando pra manter a empresa funcionando.

Consumidores procuram marcas que estão dispostas a ajudar

Entenda como você pode colaborar na atual situação. Nem todo mundo consegue produzir alcool gel, máscaras ou respiradores, mas toda empresa pode ajudar o seu cliente. 

Muitas empresas se concentram tanto em um produto ou serviço que esquecem da solução. 

Vá além, entenda como o seu produto ou serviço ajuda pessoas. E se a sua empresa não consegue operar da forma como fazia antes, saiba como ela pode entregar valor sem vender o produto.

Mostre empatia

Ninguém gosta de ficar “preso” em casa e muitos que estão trabalhando na rua estão com medo e temem pela sua saúde. Se coloque no lugar dessas pessoas e busque formas de deixar o momento mais leve. Ajude as pessoas a usar o seu tempo livre de forma mais produtiva e se adaptar à nova rotina.

Vá para o digital

Não pense apenas em redes sociais. De que forma o seu negócio pode continuar operando por meios digitais? Abrir um ecommerce? Iniciar um delivery? Consultoria online? Aulas de dança ao vivo, de forma remota? Happy hour virtual? Qualquer maneira de amenizar os efeitos da crise é bem vinda. Abuse da imaginação e não tenha medo de tentar coisas novas.

Estamos passando por um obstáculo que direta ou indiretamente impacta vários negócios, mas esta também é uma oportunidade de se reinventar. Podemos nos adaptar à mudança ou ficar pra trás e ser engolidos por ela.

Leia mais:

  • O que aprendemos de empresários chineses na crise
  • Comece a se conectar com o seu cliente
  • Priorizando tarefas de maneira inteligente

 

Se você leu até aqui e de alguma esse artigo te ajudou e fez sentido pra ti, compartilhe este artigo e me segue no instagram.

Se tu empreende e também estás sentindo os efeitos da crise, eu gostaria de entender como tu estás lidando. Comenta aqui embaixo e vamos trocar idéias 🙂